
Nesta terça-feira (10), o vice-presidente do Sintropas, Joel Portela de Souza, o diretor-tesoureiro, Luiz Fernando Pereira dos Santos, e a secretária-geral, Kátia Regina da Rosa, estão representando o Sintropas na audiência pública pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho, que acontece durante o dia na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
A audiência também reúne representantes de sindicatos de todo o Paraná, centrais sindicais do Estado, trabalhadores, parlamentares e especialistas que debatem o tema, apontando que o atual modelo, com apenas um dia de descanso na semana, causa impactos negativos na saúde física e mental dos trabalhadores.
O encontro também discute formas de melhorar a qualidade de vida da população trabalhadora, que tem dificuldade de conciliar trabalho, família e lazer. A medida já vem sendo adotada em diversos países com resultados positivos para toda a população, aumento na produtividade e melhora na economia. “Lógico que isto não vai impactar a economia. Diversos países, que adotam a escala reduzida, estão tendo benefícios em relação aos trabalhadores, e os próprios estudos já demonstraram que isto é benéfico para todos”, defendeu o procurador o Ministério Público do Trabalho, Fabrício Gonçalves de Oliveira.
Dirigentes sindicais presentes reforçaram a importância de ampliar o debate sobre o tema no Brasil e de buscar modelos de jornada mais equilibrados. “Nós precisamos avançar nestas condições. Quando trabalhadores fazem escala menor trabalham em mais lugares para sobreviver. Sabemos a exploração que é. Então fazemos convite para fazer um grande movimento no 1º de maio pelo fim da escala. Os vereadores, que aqui estão, que promovam audiência publica. Nós precisamos ampliar estes debates porque e fundamental a gente precisa dialogar com a sociedade”, discursou Marcio Kieller, presidente da CUT-PR.
“A participação do Sintropas em audiências públicas como esta é fundamental para garantir que a voz dos trabalhadores esteja presente nos debates que impactam diretamente suas condições de trabalho. Precisamos acompanhar de perto as discussões, contribuir com a experiência da categoria e reforçar a importância de defender mudanças que garantam mais qualidade de vida com a redução da jornada de trabalho”, destacou Luizão, presidente do Sintropas.




