
Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), cerca de R$ 10 bilhões continuam disponíveis para saque no chamado Sistema de Valores a Receber (SVR). Os recursos pertencem a pessoas físicas, inclusive trabalhadores, e também a empresas que, por algum motivo, não resgataram esses valores.
O dinheiro esquecido pode ter diversas origens, como contas-correntes ou poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, saldos remanescentes, cotas de consórcios não resgatadas ou recursos deixados em cooperativas de crédito. Em muitos casos, o titular nem imagina que tem direito a receber.
O Sintropas reforça a importância de consultar o sistema oficial do Banco Central. A verificação é gratuita, rápida e pode garantir um dinheiro extra, especialmente em um momento em que o orçamento das famílias está apertado.
Como consultar se há valores disponíveis?
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central:
👉 https://valoresareceber.bcb.gov.br
No primeiro acesso, o trabalhador informa apenas CPF e data de nascimento para saber se existe algum valor a receber. Caso haja dinheiro disponível, será necessário ter uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro para solicitar o resgate.
Como sacar os valores?
Após a confirmação, o próprio sistema informa o passo a passo para o saque. Em geral, o valor pode ser transferido via Pix, diretamente para uma conta bancária em nome do titular. Em alguns casos, pode ser necessário entrar em contato com a instituição financeira responsável.
O Banco Central alerta que não envia links, mensagens ou faz ligações sobre valores a receber. Todo o processo deve ser feito apenas pelo site oficial, para evitar golpes.
Atenção aos golpes
Com a popularização do sistema, aumentaram também as tentativas de fraude. O trabalhador deve desconfiar de mensagens por WhatsApp, SMS ou redes sociais prometendo liberação de dinheiro. O Banco Central não cobra nenhuma taxa para a devolução dos valores.
Com informações G1